Nossa História
Nossa história
Nossos passos vêm de muito tempo atrás. A caminhada é árdua, e quem anda sozinho anda rápido. Mas quem anda junto, e age coletivamente, vai mais longe.
Ao longo de nossa história, fomos protagonistas no desenvolvimento da agenda antirracista transversal que combate as desigualdades raciais em territórios periféricos e urbanos por meio da educação popular, da justiça racial, da justiça climática e da construção de cidades antirracistas. Conheça nossa história.
Atuação de algumas lideranças em sindicatos, pastorais, movimentos estudantis, partidos e, principalmente, na construção de cursinhos populares em territórios negros e periféricos.
Luta por aprofundar o acesso a espaços e legislações democráticas, além de fortalecer o protagonismo do movimento negro.
Atuação na sede nacional da Educafro
Articulação de frente de cursinhos
Reivindicação de isenção da taxa de vestibulares
Articulação por bolsas de estudos e cotas raciais
Atuação com movimentos populares do campo e da cidade

Fundação da UNEafro Brasil, em protesto na Faculdade de Medicina da USP, no aniversário de 75 anos da universidade. O grupo que fundou a UNEafro foi uma dissidência da Educafro e reuniu 42 núcleos de base.
Formação do CGU – Conselho Geral da UNEafro, órgão político responsável pela condução do movimento.
Fundação e registro jurídico da AFDDFP – Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular – primeira versão da Associação que deu origem ao Instituto Peregum, com estatuto e CNPJ próprios, destinados ao apoio estrutural da UNEafro, com projetos voltados aos cursinhos populares e parcerias com universidades. Além disso, foram realizadas campanhas para a manutenção do escritório político do movimento, produção de material didático e organização de eventos, como aulões e encontros dos núcleos.
Durante 12 anos, a Associação funcionou em espaço cedido pelo Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo (SASP) e centrou esforços para fortalecer a UNEafro e movimentos parceiros. Alcançou impactos significativos na luta antirracista. Possibilitou a expansão da UNEafro para outros estados e protagonizou articulações políticas importantes como o Comitê contra o Genocídio, a 1ª Marcha de Mulheres Negras, a Frente Alternativa Negra e a Frente de Luta Pró-Cotas na USP, UNESP e UNICAMP.
A Coalizão Negra por Direitos foi formada no início de 2019 como uma ampla articulação de organizações do movimento negro brasileiro, entre elas o Instituto de Referência Negra Peregum, que integra ativamente seus processos políticos e estratégicos desde a constituição da rede.
Após o 1º Encontro Internacional da Coalizão, realizado em novembro de 2019, em São Paulo, a articulação — hoje composta por mais de 300 entidades — lançou seu manifesto público, consolidando uma agenda coletiva de enfrentamento ao racismo estrutural. Nesse processo, o Peregum contribuiu com a formulação política e a incidência institucional, fortalecendo a construção de narrativas e estratégias voltadas à justiça racial.
Desde então, a Coalizão, conta com a participação ativa do Instituto Peregum, e tem denunciado sistematicamente as desigualdades raciais e as violências contra a população negra, além de impulsionar mobilizações nacionais, nas quais o Peregum atua tanto na articulação política quanto na comunicação estratégica.

Em 2021, durante o auge da pandemia de Covid-19, o Brasil enfrentou um agravamento profundo da insegurança alimentar. Seis em cada dez domicílios brasileiros viviam algum grau de incerteza em relação ao acesso à alimentação, reacendendo o grave problema da fome no país.
Nesse contexto, o Instituto de Referência Negra Peregum, integrante da Coalizão Negra por Direitos, teve papel central na gestão da Campanha Tem Gente com Fome, uma das maiores ações humanitárias realizadas no Brasil no período. A iniciativa foi construída de forma coletiva, em parceria com organizações da sociedade civil brasileiras e internacionais. A campanha mobilizou recursos em escala nacional e internacional, que viabilizaram a distribuição de mais de 54 mil cartões alimentação, 29 mil cestas básicas e 55 mil cestas com produtos orgânicos, alcançando milhares de famílias em situação de extrema vulnerabilidade em todas as regiões do país.

No dia 22 de novembro de 2022, o Instituto de Referência Negra Peregum inaugurou sua primeira sede no centro da maior cidade da América Latina, consolidando-se como um espaço estratégico de articulação política e de realização de projetos comprometidos com a dignidade e a qualidade de vida da população negra.
Para o movimento negro, historicamente afastado dos espaços de poder e da centralidade política, ocupar o coração dessa cidade representa muito mais do que a abertura de uma sede: é a materialização de uma trajetória coletiva, construída ao longo de muitos anos, que afirma presença, disputa narrativas e reivindica o direito de existir, decidir e transformar os rumos da sociedade.

O Instituto Peregum atuou como organizador do projeto de fortalecimento de lideranças negras no âmbito do Quilombo nos Parlamentos, iniciativa suprapartidária construída junto à Coalizão Negra por Direitos.
Desde 2022, o projeto apoia e impulsiona candidaturas de pessoas negras comprometidas com a agenda antirracista, atuando na redução do déficit de representatividade nos espaços de poder. Em 2024, amplia sua estratégia para o contexto das eleições municipais, conectando as agendas do movimento negro às realidades das cidades e dos territórios.
Por meio de processos formativos e articulação com organizações, partidos e sociedade civil, o Peregum fortalece a atuação política de lideranças negras, contribuindo para um projeto de país mais justo, democrático e comprometido com a reparação racial.

Em 2023, a Coalizão lançou, em parceria com o Instituto de Referência Negra Peregum, lançou uma campanha para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal. A ação ganhou projeção internacional, com exibições no Brasil e em cidades como Nova Iorque e Nova Déli. Nesse processo, o Instituto Peregum contribuiu especialmente na construção narrativa e na articulação comunicacional da campanha, reforçando sua atuação estratégica na disputa por representatividade e justiça racial no sistema de justiça brasileiro.

No dia 27 de agosto de 2024, Peregum inaugura a Casa dos Movimentos Negros, no Lago Sul, em Brasília — um marco histórico para a incidência política do movimento negro no país.
A abertura reuniu ministros, lideranças, parceiros e aliados em um momento de celebração, reafirmando o compromisso com a construção de caminhos de prosperidade, equilíbrio e fortalecimento coletivo.
Mais do que uma sede, a Casa representa uma conquista histórica: um espaço no centro do poder político brasileiro dedicado à promoção, defesa e garantia dos direitos da população negra — consolidando uma presença estratégica de articulação, influência e transformação.

Peregum lança a Agenda Peregum por Políticas Antirracistas para as eleições, fortalecendo a incidência do movimento negro no debate público e nas candidaturas. A publicação apresentava propostas voltadas à população negra, organizadas em três eixos centrais — educação, justiça climática e desenvolvimento urbano —, além de duas cartilhas de apoio: uma para orientar eleitores na identificação de candidaturas comprometidas com a equidade racial e outra com diretrizes jurídicas para candidatos e candidatas, contribuindo para a construção de políticas municipais mais justas e antirracistas.